Crônicas

Não nos lembramos de dias, lembramo-nos de momentos.

Cesare Pavese

lembro

lembro, de não conseguir entender o que estava acontecendo. lembro, de não conseguir enxergar os cacos de vidro que furaram os meus pés, que estavam sempre descalços por aí (reclamava a minha mãe). lembro, de não conseguir respirar. lembro, de achar que era só outra tempestade. talvez, um furacão. lembro, de lá no fundo, ter […]

eu nunca acreditei que você fosse ser capaz

eu nunca acreditei que você fosse ser capaz. CAPAZ! e você foi capaz de fazer as coisas que você fez comigo. coisas que dói só de pensar e que ainda não encontrei palavras no vocabulário para descrever. às vezes, a âncora que nos mantém firmes em um lugar e não nos deixa ir avante, é […]

como um peixe fora d’água

Já é 13 de Janeiro de 2021. Você reparou? O tempo está correndo ou eu estou enlouquecendo. Tudo pode ser, não pode? Aquela exaustão de 2020 ainda está por aqui, lembrando-me que apesar da minha certidão apontar o auge da minha juventude, estou mesmo vivendo o auge da minha falta de … (um pouco de […]

Fênix

A gente precisa estar pronto para perder tudo, e mesmo assim, recomeçar. A gente precisa estar pronto para voltar, e mesmo assim, não desistir de voar. A gente precisa estar pronto para calar, e mesmo assim, não ignorar as nossas duras razões no peito. A gente precisa estar pronto para recuar, e mesmo assim, não […]

mentiras

quantas mentiras contei pra não te perder ? quantas vezes eu disse que tudo estava bem para não te decepcionar, para te agradar. quantas vezes eu disse que você tinha bastado, mesmo que o oposto é que tenha sido a verdade. quantas vezes eu te disse sim? quantas vezes eu esperei um simples e polido […]

será?

Será que um dia vou escrever como você? Será que um dia vou invadir o teu peito e por ele te descer por inteiro com palavras como as tuas palavras fazem a mim? Será que um dia vais me amar pelo o que escrevo (mesmo que eu não seja boa) ou por qualquer outra coisa […]

sede de amor, fome de amar

foi sobre sermos pacientes a cada passo que dávamos ao profundo do oceano de quem eramos. foi sobre nunca nos abandonarmos quando as circunstâncias entre nós berravam que não. foi sobre termos rasgado o peito a tempo. quiça, o amor é mesmo o que se lê por aí: imparável, indubitável, real. varo as madrugadas com […]

o meu chão

eu fiz de ti um lugar seguro para caminhar. um tipo de chão, de firmamento, de abrigo. eu, justamente eu, que tanto assegurei independência, solitude, liberdade, tornei-te minha fonte de força, segurança, guarida. tem gente que chega e modifica os critérios, sem querer. tem gente que reorganiza as prioridades, sem perceber. tem gente que se […]

o terço pendurado no meu pescoço

todavia, nem tudo era dor, lembra?  sou apegada às nossas melhores lembranças como quem se apega à esperança para continuar seguindo em frente nos dias difíceis. há de se ter uma coragem descarada para acreditar que coisas melhores estão por vir nos dias de hoje, convenhamos! eu ando um tanto quanto em cima do muro […]

você não é mais aquele

você não é mais aquele, mas ainda dói.  Uma vez, ouvi dizer que criticamos no outro aquilo que não aceitamos em nós. Agora entendo o porquê. Eu não sou mais aquela menina. E quando penso nela, sei que se ela me reconhecesse se decepcionaria. Eu não sou nada do que ela planejou pra nós. Não […]

você era o meu “the one”

você sempre foi a minha escolha. Eu que sempre abracei corações quebrados, acolhi lágrimas desesperadas, aquietei com palavras saudades apertadas, nunca parei, me olhei no espelho, procurei teu reflexo no meu peito e me despedi como se deve ou consolei-me até que você se dissipasse de dentro de mim. Penso que no fundo, mesmo quando […]

nuvens, lua, justifica?

navego sobre o mar de nuvens do céu da madrugada. a luz da lua cheia que atravessa as lágrimas que correm sob o meu rosto, me iluminam de um jeito diferente. há instantes, que saudosamente, recordo-me de quando era dia, o sol aquecia a pele e a minha única “preocupação” era de quais figuras as […]

quantos fins terei de atravessar para silenciar o fim?

não há palavras. nunca haverá palavras suficientes para explicar as coisas que são indizíveis. coisas que estão embargadas entre o pulmão e a linguá. transpiro um tipo de ressentimento. o meu organismo está completamente intolerante à tudo isso. mesmo que me esforce com todo o meu querer, sou incapaz de evitar o desapontamento de quem […]

tu não és

Tu não és quem eu esperava que você fosse. Mas, eu também admito que, eu não sou quem você esperava que eu fosse. (escrevi) Você é a minha maior decepção. (reescrevi) Você é o meu pior reflexo. Procuro compreender a duras penas, que no fim, não é sobre você e/ou sobre os teus dias que […]

a tua sombra

… você, que partiu mas deixou-se nos movimentos distraídos, nas manias, nos prazeres descobertos a pouco, no deixar a porta do quarto entreaberta (“é questão de segurança“, me convencias), no deleite de comer comida japonesa e ainda não saber segurar os palitinhos, no deitar no sofá para o jogo de quarta (e que eu continuo […]

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