eu prometo desistir

Um dia, ela perguntou-se, o que era o tal do Desistir. Esse fantasma que atormentava lhe a alma. Que parecia querer-lhe roubar todos os sonhos, anseios e desejos.

Um dia, ela prometeu-se jamais desistir. E um dia, ela desistiu.

Entendera que haveria dias, que teria, inevitavelmente, que dar passos para trás. Que há momentos, que recuar, é uma questão de sobrevivência. Que seria posta, frente a frente, com o tal do Desistir e teria que encara-lo no reflexo do espelho, olho no olho, mesmo com a voz tremula, o coração em fragmentos incontáveis no peito, encontrar forças desconhecidas e dizer-lhe: “eu desisto.”

“Eu desisto hoje, para poder continuar amanhã. Eu darei passos para atrás agora, para poder percorrer milhas um dia. Eu deixarei partir, quem quer que seja, quando não depender mais das minhas forças, se isso me trouxer a liberdade. Eu abro mão, se isso custa a minha paz.”

Conheceria ela ali, a mais profunda dor, do que parecia-lhe um terrível fim. E no seu fim, renasceria mais inteira.

A vida trataria com ela o entendimento, que há coisas que são necessárias para curar outras. Que não poucas vezes, portas se fecham, para que melhores se abram. Que pausas, também fazem parte do processo. Que como nos livros, muitos capítulos terminam, mas isso, ainda não significa, o seu fim.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Pinterest)

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