é a culpa quem destrói

Passamos tantas horas pensando sobre os erros que cometemos, as escolhas equivocadas ou surpreendentes que não acabaram tão bem assim. pensando, sobre as pessoas que deixamos para trás, algumas até magoamos cruelmente, ainda que não houvesse tais intenções, mas como dizem: ” de boas intenções, o inferno está cheio”, e deve está mesmo. no entanto, o que de fato nos torna refém daquilo que cometemos, sejam erros, más decisões, decepções, é a droga da culpa! a filha da mãe da culpa que tortura a nossa consciência, sem a menor piedade. manipula as nossas emoções de forma fria e calculada. como uma reprise repetindo a mesma cena, uma, duas, três, quantas vezes forem necessárias, para fazer lembrar, para torturar-nos, para esfregar à nossa consciência quão tolos, cruéis, frios ou maus podemos ser. é a culpa quem coloca em duvida todas as outras boas versões de nós, que questiona a nossa verdade. que nos faz cegos diante de tudo que também acertamos. a culpa é quem nos fantasia de indignos para a eternidade. a culpa é o fantasma que assombra as madrugadas de insônia. que te aprisiona no pesadelo do engano, que afirma que você nunca mais vai poder seguir livre em frente, pois você já foi longe demais lá atrás. já não é mais uma questão de qual foi a falta, o erro, o destrate que comestes e sim, o fato de que jamais, poderá voltar para fazer diferente. a culpa é a consciência que afirma, com convicção de que poderia ter sido diferente e que você, não fez o bastante, não mereceu o bastante, não foi o bastante. oras, e como poderia ser diferente, não é? a culpa, é a certeza tola de que poderia ter sido melhor e de que você não foi capaz de ser. é o convencimento de que o passado não pode mais ser alterado, e não pode mesmo. e por tanto, isso te definirá para sempre. a maldita da culpa que te mantém preso no passado. ela é persistente e consistente. não são os maus feitos que te destrói, mas a força que você dá todos os dias ao alimentar a sua própria culpa. é isso que destrói cada parte boa tua, que sufoca a verdadeira essência. que não te deixa aceitar que o passado não pode ser mudado, e nem aceitar que isso não precisa defini-lo no futuro. quando na verdade o que defini quem somos hoje, pode ser construído a partir de agora. sempre há um antidoto para todo e qualquer veneno. sempre há uma oportunidade nova mais a frente. sempre há um perdão a quem quer que seja, pelo o que quer que seja. mas é preciso perdoar a si mesmo, com a mesma persuasão e crença que damos crédito a culpa. eis ai, o grande “x” da questão: o tal do perdão, a coragem e humildade de perdoar a si mesmo.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Pinterest)

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