de igual para igual

Existe um ponto em que todo o resto deixa de existir ao redor. O instante que tenho toda a tua atenção voltada à desvendar os meus mais íntimos segredos.

Na tua frente me ponho nua de todos os meus medos e deixo cada incerteza se desfazer ao toque das suas mãos que tiram cada peça da roupa que visto. Teus olhos compenetrados na minha pele, revelam os teus pensamentos ousados, teus dedos que passeiam pelas minhas costas descrevem uma a uma, as tuas intrigantes intenções.

Nus de qualquer julgamento, crença ou regra, a gente se encontra um no outro. De igual para igual, tão ingênuos quanto travessos, com cada detalhe torto, com cada foda-se ou foda-me, com todas as imperfeições das nossas histórias, com todas as nossas cicatrizes silenciadas, com toda pureza e sacanagem da paixão que nos envolve… a gente se refaz entre os lençóis. Ali mesmo, insaciáveis pelo desejo e atração da carne, incuráveis pela saudade e o amor da alma.

Uma conexão que é só nossa e você sabe disso. Você disse que eu me entrego de uma forma diferente, mas não percebe que é apenas uma reação por tua entrega. São consequências dos efeitos do teu olhar cativo que me revira do avesso, que enxerga uma eu que ninguém vê. O teu jeito extasiado que domina cada movimento do meu corpo no teu, a presença das tuas emoções através do calor da tua pele e do som ofegante dos teus gemidos… a gente se entrega de igual para igual. Que julguem! Mas você sabe que o que você tem, nenhum outro vai ter.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Benjamin Patch)

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