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Menina
Ela floresceu depois do inverno. Ela superou as estações frias. Ela silenciou-se no meio do caos. Ela sentiu medo. Ela se encorajou, ainda que com todas as incertezas. Ela fugiu, quando toda a certeza que tinha era escapar pela primeira porta de emergência. E ela partiu.

Ela sorriu vezes incontáveis, quando tudo que queria era chorar. E chorou, sozinha no quarto debaixo da coberta, debaixo do chuveiro, no meio do seu próprio universo. Ela nem se dava conta, mas já tinha a força de uma mulher.

Mulher
Ela sente, às vezes até demais e intensamente a vida que reconheceu como dela. Aprendeu a falar o que sente, mesmo ainda guardando as suas palavras mais honestas. Ela ainda se apaixona. Se joga. Hoje até sorrir alto demais e às vezes, a lágrima rola pelo rosto no meio do metrô, do parque, caminhando beira mar e ela deixa rolar.

Ela ainda tem medo, mas ela rasga o peito. Ela se permiti viver e vive. Às vezes, parece ainda mais frágil que quando era moleca. Ela é ainda é a sua versão de menina, para ser aquela versão de A Mulher.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Incompletude)

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