não era amor, mas era você

Parecia ser cedo demais para falar de amor naqueles nossos dias.

Era tão imaturo dizer, que no meio daquele calor todo entre os nossos corpos, o quanto que estávamos certos de nós, dentro do nossos eu’s incertos, haveria alguma verdade segura de si.

Estávamos sim nos amando, até mesmo quando tudo aquilo parecia ser bem mais que todas as palavras clichês que vemos por aí e quase sempre, bastava estarmos perto um do outro, para tudo ao redor deixar de fazer sentido e o único sentido a ser seguido, ser o caminho entre os nossos olhos, mãos, pele…

Por vezes demais eu repeti dentro de mim: “isso não é amor”, e talvez não fosse mesmo, porém, era você e porra, o que era você?

Era você e todo aquele teu jeito travesso de ser, dentro da minha seriedade chata. Era você e o teu riso fácil, que arrancava-me os risos mais bizarros, até mesmo nas nossas conversas mais tristes. Era você e o teu jeito de ouvir atento cada palavra alta e silenciada minha, mesmo quando nem eu mesma conseguia me ouvir. Era você e o teu jeito de me abraçar nos momentos mais inusitados, era a tua certeza de me trazer para o aconchego do teu peito, mesmo quando eu relutava para estar perto. Era você e toda a simplicidade nas tuas verdades, mesmo quando essas mesmas verdades, me faziam enxergar coisas que eu não queria ver.

Quando doía, também eram os teus braços que me guardavam em segurança, eles que caberiam o mundo inteiro, mas me escolhiam e me escondiam… e eu só queria morar ali, no teu abraço, no lar do teu peito, para todo o sempre. Era você e toda a tua loucura gostosa para me manter em ti, em um equilíbrio quase inexplicável entre a força no segurar da minha cintura e a leveza do passear dos teus dedos pelo meu rosto. Era você e toda a sua coragem para navegar no meu mar desconhecido, para desafiar e irromper as minhas tempestades. Era você que não desistia de estar, em todos os meus dias de ausência.

Não era amor, mas era você!

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Funk)

2 comentários em “não era amor, mas era você

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