eu vou te esquecer, prometo

Te desejar e não te ter deve ser a minha nova penitência. Sinto como se estivesse aprisionada dentro dessa vontade que tenho de te viver e tudo bem, eu nem ao menos sei o que fiz para ter a sorte de te conhecer e isso, por alguma força estranha da qual eu mal consigo descrever, foi de todos os últimos acontecimentos na minha fútil vida, o melhor.

Claro, que eu vou ser criticada por alimentar esse monstrinho dentro de mim, que certamente vai me engolir viva, mas eu ando tão foda-se para esse monte de poréns, que tudo bem ser engolida viva, desde que isso signifique viver um ou duas ou todas loucuras de amor que eu puder viver com você.

Enquanto isso, vamos negar o óbvio. Vamos esquecer o que foi inevitável. Vamos falar de trânsito e não de amor. Vamos fingir que sequer nos conhecemos melhor e que tudo não passou de um tremendo mal entendido do acaso. Vamos tornar a ser completos desconhecidos e deixar tudo isso a mercê do tempo que cuidará de apagar os rastros. É um desperdício existirmos e resistirmos um ao outro desse jeito. Mas o que podemos fazer para não evitar, o que precisa ser evitado?

Eu não posso, ainda, negar que quero te viver mais. Sinto como se tivessem acabado a energia da minha casa, na melhor parte da história, me impedindo de assistir (viver) o que acontece depois (que raiva, que isso me dá!). O que poderia ser do nosso depois, se…?

Sempre esse e se para atrapalhar as coisas por aqui.

Enfim, só me resta dizer que da minha parte, prometo, atravessar a rua quando te avistar de longe andando na mesma calçada. Prometo, que eu vou trocar o meu horário de almoço, das pausas para o cafezinho. Vou pegar todas as sensações e intenções e lançar no meio do mar esverdeado de Copacabana e simplesmente seguir, como se você nunca houvessem existido. Prometo, que com a mesma sede que eu tenho de você, eu vou me esforçar para te esquecer.

Quanto à você, por favor, faça o mesmo! E se, por acaso eu falhar com uma dessas promessas, se você puder e se assim quiser, ignore a minha possível recaída.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Angelina Lusetti Photografy)

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