pessoas, amor e fins


Poucas pessoas ou situações conseguem revirar coisas dentro de nós ao ponto de trazer à tona detalhes nossos outrora esquecidos ou até abandonados em algum momento da vida.

Poucas pessoas consegue vasculhar o nosso caos e encontrar no meio da bagunça um pouco do que temos de melhor. São raras essas pessoas, que insistem que o que parece danificado tem conserto, o que parece sujo é possível limpar, uma mão de tinta basta para o que parece sem cor e que existe cola suficiente no mundo para reparar o que está quebrado. E tudo bem, se houver coisas que não tiver mais jeito, pois até mesmo para elas, têm um jeito para se da.

Parece sorte encontrar essa pessoa que te ampara quando você tropeça e vai dar de cara no chão. Que te segura quando você quer fugir. Que insiste em ficar, mesmo quando todo mundo já partiu e inclusive quando você quer partir também.

Quando essa pessoa chega, muitas vezes sem querer, ela nos transforma de dentro para fora. Essa pessoa não te promete o mundo, ela te convida para desbravar o mundo junto. Ela não precisa de permissão para entrar, você entrega-lhe a chave da porta.

É sobre gente que te acolhe. Que não te abandona. Que é tesão e também é calmaria. Que te acredita, entende?

Há tempo de amar. Há tempo de encontrar. Há tempo de deixar ir. Há tempo de se reconstruir para amar de novo.

Nunca saberemos o dia marcado no calendário e a hora exata no relógio do tempo, de quando este amor vai bater na porta. Mas esteja preparado ou preparando-se. Um dia por vez. Floresça em si mesmo. Acredita no amor. Partilha amor. Inspire amor. Se desafie à ter coragem para sentir amor em si mesmo, consigo mesmo.

Aprenda com as suas longas histórias de amor de meses, até anos e todas as mudanças e desafios que foram construídos a partir disso. Se inspire, com os contos de verão que te arrebataram, dê valor as semanas e temporadas mais excitantes da sua vida; aos versos de canções dedicados, lembra, daquela paixão de ônibus, de padaria, de fim de semana na praia..?

Cada pessoa que chega, “leva uma parte de nós e deixa uma parte dela“. O que as pessoas tem levado de ti? E o que elas tem deixado em você?

O amor deve ser sentido. O amor não vem por merecimento ou por egoísmo. Amar é doar-se. Amar é fazer elos. É aprender a suportar o outro e suportar, principalmente quando o outro parte; amar é amar mesmo depois do fim. É perdoar!

Cada partida, dolorosa ou não, é como a oportunidade de abrir as janelas da casa, sacudir a poeira e ter novas chances de viver e desbravar amores maiores ainda que os anteriores. Só não desisti do amor, tá?

Se nada é por acaso, até os fins contarão grandes histórias, antes e principalmente depois deles.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Ester Knowlen )

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