depois da meia noite

Já passa da meia noite. E eu já perdi as contas de quantas noites passaram da meia noite e eu não pude dormir. Quer dizer, uma hora ou outra até pego no sono, na vã necessidade do meu corpo de se desligar, mas até que ele consiga por desistência fazer tudo isso parar, eu continuo vagando.

Vagando entre milhares de pensamentos de o que fazer, como fazer, para onde ir, como ir, porque continuar, como continuar, porque disso, porque daquilo…

Vagando sob as infinitas memórias do que foi bom e das insistentes que foram bem ruins, que persistem em se fazer serem lembradas…

Vagando imersa nos intensos sentimentos de tristeza e alegria, amor e raiva, saudade e nostalgia.

Vagando pela incerteza de não saber mais do amanhã e com as certezas do ontem, que parece não querer deixar-me livre para viver a vida que ainda tenho por viver.

[releitura do texto escrito em 19.01.2018]

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Geograph)

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