flagelo

Estou definhando lentamente. Morrendo em vida. Meus textos sangram, minhas palavras gemem de dor e desespero. O meu silêncio grita por socorro. Perdi a graça. A tristeza me toma a alma, me tira a calma. Silenciosa me sufoca até que ficou deliberadamente sem ar, caída sob o chão invisível da profunda angústia. Tento me mexer, mas não consigo mover sequer um músculo. Tento abrir os olhos, mas também falho. Nem sequer sinto mais meus pulmões a se inflar. Penso por segundos que acabou. É o fim. Até que quase que inexplicavelmente sinto meu coração… fraco, solene e resiliente a bater, pois até em meio a toda densa e intensa dor ele não desiste de pulsar. Cansado, machucado, completamente quebrado, porém muito mais insistente que eu, um independente da minha constante desistência.

[releitura do texto escrito em meados de 2017]

Por: Francielle Santos

(Fotos: Reprodução / Pinterest)

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