naquela cama

Naquela cama…
Despimos-nos de toda e qualquer razão que pudesse revogar a única coisa que ali tinha o real sentido: o desejo indescritível dos nossos corpos. Não havia palavra forte o bastante para silenciar tudo o que estava sendo dito. Em cada dedilhar dos seus dedos a percorrer minha pele arrepiada, em cada respiração profunda entre nossos beijos quentes, em cada desenhar das minhas unhas na suas costas.

Seus braços ao contorno do meu corpo. Gentilmente os seus lábios percorreram da minha boca a minha nuca… os botões da minha camisa foram abertos e em um piscar meu sutiã retirado.Seus lábios entre os meus seios se fizeram repousar.. senti suas mãos a apertar minha cintura e abrir meu jeans rasgado, a depor tudo que resistia entre nós. Me contorci ao sentir-me ser beijada profundamente. A minha pele quente transcendeu meus desejos mais sinceros. E você os tomou para si e os fez teus.

Naquela cama…
Domou a minha alma indomável. Tomou-me para si como ninguém outrora poderá fazer. Com uma sagacidade fez me tão sua, que pude senti-lo intensamente dentro de mim. Sem verdades ou mentiras. Sem por quês ou razões contrárias. Sem rótulos ou burocracias. Era só eu e você. Minha pele e sua pele. Suas mãos a segurar-me sobre seu corpo, minhas unhas a marcar a sua alma. Nenhuma objeção. Só os nossos gemidos e sussurros. Só o nosso calor e nosso cheiro a aromatizar o espaço.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Love & Wildhearts)

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