se não vai amar, desapareça

— se for soltar a minha mão amanhã, me poupe de senti-la ainda hoje.

Não é sobre o quanto te amei ou ainda te amo. É sobre o quanto eu cansei de perceber-te longe, sempre longe demais quando eu preciso de ti perto. Nenhum amor vale um puto de uma distância quando ela não é nem justificável. A casos e casos. E nesse caso, nosso amor nunca foi um caso de relacionamento a distância.

Eu acordei com essa convicção. Não me submeto mais a sua distância e consequentemente, não me submeterei as tuas chegadas repentinas. Eu tenho uma vida sem você. Uma vida em que posso dar conta sozinha. Uma vida que me cabe e eu sempre me esforcei muito para te caber também. O problema não é o meu esforço. E sim a tua ausência até de minimo esforço. Enquanto eu te amo, tu nem se esforça.

— se não for cumprir as promessas, poupe as tuas salivas.

Esses dias assisti na novela uma grande verdade, “os homens se conquistam pelo olhos” (minha avó diria pela barriga, mas são outros tempos!), “e as mulheres se conquistam pelos os ouvidos” fui obrigada a concordar com o escritor. De fato, você tem me mantido refém com as tuas palavras tão bem ensaiadas. Sempre tens uma resposta na ponta da língua. Sempre me diz o que eu quero ouvir quando te pressiono. Em contra partida, você sempre acha o que te agrada aos olhos, pois eu cuido minuciosamente disso. Foi ai que me perguntei se isso era amor ou fascinação. Ou se ambos se complementam de alguma forma? Não sei!

Não sei mais o que temos e isso me arrebenta por dentro. Mas de uma coisa eu tenho certeza: tuas palavras não me bastam mais. Acredito no poder das palavras, porém elas perdem a força quando o que se diz, não é o que se faz. E você nunca prometes o que falas. Nunca faz o que diz que vai fazer. Nunca é o que de fato diz que é. O amor cega sim. Cega, quem quer ser cego. E eu não quero mais fazer de conta que não vejo as tuas verdades. E saiba, que eu até seria capaz de amar-te, mesmo com elas (suspeito que até amo), mas só se você fosse o que diz ser ou dissesse o que realmente é.

— se não for ficar, nem se dê o trabalho de vir.

Por vezes, como quem toma uma medida paliativa, eu me convenço que você não faz ideia de como eu fico quando você some. Não é só o fato de você nunca poder ficar. É pior, é sua completa indiferença nos dias que se seguem. Quando doe muito, te imagino quase como um vampiro (acho que assisti muito Crepúsculo!), você vem e me suga todas as forças, energia, vontades de qualquer outra coisa que se não você e desaparece antes que o sol chegue.

Deixou de ser saudável o que construímos, quando você passou a levar tudo de mim. O meu maior engano foi acreditar que um dia você me recompensaria, de todas às vezes que você tinha tudo o que queria de mim e eu lhe dava até mais. Você nunca me recompensou. E eu não tenho mais nada para te dá. Até o amor que arde muito no peito, para de arder quando a vida é roubada.

Tu tens me roubado os dias que te espero. Tu tens me roubado planos que faço para nós e você não está para realizar. Tu tens me roubado cada gota do meu sangue que corre por um amor que não vale mais nenhuma lágrima. Tu tens me roubado a vida que não vivo com você e nem com mais ninguém, porque existe você.

Eis então o veredito final, antes que a minha vida finde por alguém que está sabe Deus onde: ou você vem, segura a minhã mão, cumpri as promessas e fica ou desapareça para sempre dos meus dias, pois eu não quero mais saber das tuas sobras.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Robsessed)

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