dor. saudade. amor.

É sobre você, todas às vezes, sem exceção, a profundidade de tudo o que escrevo, quando escrevo sobre saudade. E como eu te sinto quando a saudade aperta sem dó.

Te vejo em tudo que me cerca. Te sinto em tudo que me toca. Te busco em tudo o que de mim se aproxima.

Eu sei, que nada fará o que foi tornar à ser outra vez. E por ter tal certeza, sinto-te a cortar-me por dentro.

Há coisas que nunca deixarão de ser nós, mas há coisas que faz o deixarmos de ser fazer sentido.

A dor faz sentido. A dor arranca-te da minha vida dia após dia. A dor torna-te real.

Nunca acreditei em amor passageiro. Mas prefiro te chamar de amor passageiro do que de dor, por mais que hoje, tudo o que sinta seja dor, dor, dor.

Já não sei se te amei ou se te escolhi porque precisava amar. Já não posso crer que me amou – pois não sobrou nada de você. De repente, eu finalmente aceitei a verdade.

Tua verdade me destruiu. A minha verdade está consumindo os restos. Contudo, ainda há saudade. Saudade de poder acreditar no amor. Saudade de acreditar no nosso amor.

Amor.

Não era real. Agora sei. Agora creio. Não era real.

Resta-me ainda outras saudades, de ser capaz de crer no impossível…

… amar, é quase impossível.

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Pinterest)

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