você era o meu “the one”

você sempre foi a minha escolha.

Eu que sempre abracei corações quebrados, acolhi lágrimas desesperadas, aquietei com palavras saudades apertadas, nunca parei, me olhei no espelho, procurei teu reflexo no meu peito e me despedi como se deve ou consolei-me até que você se dissipasse de dentro de mim.

Penso que no fundo, mesmo quando eu jurei que não tinha mais esperanças alguma, eu ainda esperava você.

Você não faz ideia de quantas vezes eu assisti a cena no teto escuro do meu quarto: você tocando a campainha, segurando um girassol, com aquele teu riso malandro, tua voz (a tua voz que tantas madrugadas me fez rir, ficar brava, com ciúmes e me acalmou) dizendo: “ Fran, vamos tomar cappuccino e comer aquela bisnaga com requeijão quente que você ama da Viva Noite” … e eu entenderia tudo. Coisas que só quem se conhece tanto como nós, poderia entender. Pularia no teu colo. Te abraçaria como nunca ou como sempre. Tuas mãos guiariam a minha boca até a tua boca. E a gente ficaria bem.

Tudo sobre você me faz falta. Você sempre foi o “the one”, o meu “the one”.

Nada faz mais falta que a nossa amizade. Os almoços que eu improvisava pra nós e seu jeitão desajeitado de dizer que era “o melhor macarrão com salsicha!”, mesmo quando ficava sem sal…

Sinto saudade da nossa incapacidade de concordar com as coisas burocráticas. E eu sempre achei que você era o meu ponto de equilíbrio. Sinto saudades de me sentir segura. Nunca entendi direito o que você tinha, mas desde a primeira vez que saímos juntos eu me senti segura contigo por perto. Saudade da sua capacidade inata de me fazer gargalhar de doer a barriga e me irritar só pra dizer o quanto eu fico mais sexy brava e mandona.

Vivemos tantas coisas bobas e tantas coisas tão sérias. Brigamos tanto e fizemos as pazes em todas as vezes. Tivemos tantas quebras na nossa história e mesmo assim, sempre encontramos um caminho para ficar juntos de novo (até a última vez). Me impressiona ter saudade até dos teus defeitos. Pois é, eu te amava por inteiro.

Ps.: Nenhuma boca me revira como a tua. Nenhum outro cheiro ficou tão impregnado como o teu. Nenhuma outra pele me fez derreter como a tua fez. Ainda sorrio quando lembro da sua incapacidade de dormir de conchinha, mas do teu esforço só pra me vê bem. Saudade do teu abraço, amor! Que saudade do teu abraço…

Por: Francielle Santos

(Foto: Reprodução / Pinterest)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s