Para Não Desistir do Amor

Autor: Matheus Rocha

Ano: 2021

Gênero: Crônicas e Poesias Brasileiras

Às vezes, me quero de volta

Às vezes, não me quero mais

A verdade é que só quero ser

muito mais do que posso ser agora

A vida ignora os meus planos

A vida ignora os meus pontos

A vida traça as próprias metas

E eu que me vire com os meus desenganos

Poesia: Desabafo – página 47

Quero começar dizendo que nenhum livro a gente compra ou chega na nossa vida por um acaso. E eu tenho pra mim que a literatura, seja ela qual for, de quem for, nos encontra sempre no momento certo na nossa vida. Acompanho o jovem escritor Matheus Rocha há bastante tempo pelo twitter e sempre me identifico com os tweets sinceros dele, às vezes feliz demais, às vezes nem tanto. Este é o primeiro livro dele que eu leio.

Se existe alguém correndo atrás da gente, cansamos da pessoa. Queremos uma segunda. Uma outra. Qualquer uma, menos aquela. É um eterno “João que amava Tereza que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém¹”. E reclamamos da solidão. Do abandono. Da carência. Mas como suprir qualquer coisa se nos acostumamos a gostar justamente da falta?

Texto: Intenso Demais Para Desistir do Amor – página 78 / ¹ Andrade, C. D.

Mesmo sem a intenção de julgar o livro pela capa, confesso que tive a impressão deste ser um livro de conselhos, mas o girassol (e eu amo girassóis) e a curiosidade sobre os escritos dele foram o suficiente para me impulsionar à comprar. E, qual não foi o meu encanto a cada página lida sentindo-me também escrita.

Apesar de não ser carnaval, as pessoas, pelas ruas, estão todas seguindo o trio elétrico da felicidade e, quando se está em meio à multidão, mesmo que você queira, é impossível ficar parado. Então, você só segue. Ou é levado, mesmo sem saber para onde. Ao passo que torce para que qualquer chegada seja num bom lugar.

Frase do livro – página 72

Neste livro, o autor descreve com generosidade e muita honestidade, não receitas de bolo ou um planejamento de como não desistir do amor, o que ele faz, é colocar um espelho na nossa frente e apresentar com muito particularidade: razões, crenças e as cicatrizes que estão em nós e através da sua jornada, alguns caminhos possíveis para não largar o amor, por nada, e vivendo a solitude por um tempo. Aliás, ele apresenta a construção de uma história de amor intransferível para cada um de nós: o caso de amor que precisamos e devemos viver com nós mesmos. A necessidade de se acolher, se proteger, ter prioridades consigo mesmo.

Cada dia longe de você se tornou um dia mais próximo de mim.

texto: “Não imagine que não te quero mal, apenas não te quero mais” – página 58

Para Não Desistir do Amor, tem mesmo a luz amarela contagiante dos girassóis. A cada poesia é possível sentir o calor do sol aquecendo lugares esquecidos dentro da gente. A cada crônica, perceber, logo ali, a primavera chegando, colorindo as nossas histórias preto e branco mal terminadas. Além disso, é a oportunidade de reconhecer por outras perspectivas a terra fértil que o nosso coração tem. O próprio autor afirma que ele está entregando o coração nas mãos de quem o lê, como há muito não faz com ninguém diretamente, mas que confia em quem está lendo, até porque, só alguém com sede de amor e de amar se coloca a disposição de uma leitura como esta. E eu concordo com ele!

Penso, que mais do que contar algumas experiências no amor e de como às vezes a gente se machuca tentando amar e buscando ser amado, as palavras desse livro nos prova o quanto a nossa terra (coração) pode ser fértil e mais do que sair se entregando para a primeira pessoa que atravessa o nosso caminho, precisamos aprender a cultivar sementes por e para nós, em nós mesmos.

Às vezes, a gente não se permite ver beleza em certos acontecimentos porque insiste em compará-las com outros momentos e, honestamente, não dá para comparar sentimentos. Nada nunca vai se repetir. Também não somos mais quem éramos quando sentimos aquilo. É tudo sempre novo. E sinceramente? Graças a Deus por isso.


Frase do livro – página 108

Recomendo como livro para ter na cabeceira, para ler sempre que o coração precisar de um pouco de luz – encontre o livro aqui.

Por: Francielle Santos

Foto: Reprodução / Instagram Matheus Rocha

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