9º dia – as coisas são como são

… as coisas são como são e acontecem quando tem que acontecer!

Hoje, enquanto eu caminhava para autoescola para fazer a primeira aula prática de direção, os últimos oito anos se passaram pela minha cabeça rapidamente como um trailer, um breve resumo das minhas escolhas determinantes que “tardaram” esse processo.

Desde que voltei para casa dos meus pais, ouço minha mãe resmungar sempre que saímos que já era para eu ter a minha carta de motorista e dirigir pra ela. E eu sempre retruco dizendo que não vou dirigir, a não ser em caso de emergência – mas isso é um ponto para outra conversa.

O que me veio a mente hoje, é que no fundo a CNH assim como outras coisas óbvias que todo mundo faz logo que completa 18 anos, nunca foi a minha prioridade. Não que eu não estivesse cansada de andar de ónibus e metro, mas acontece que eu queria coisas diferentes e que sempre estavam a frente na lista de coisas a começar, pagar, concluir. São escolhas.

Foram as minhas escolhas que optaram assinar o primeiro contrato com dezoito anos de um financiamento de intercâmbio, que mais tarde me levou para a cidade dos meus sonhos de menina – Londres, como é encantadora! Foram as minhas escolhas que me levaram à Grécia e outros países do Mediterrâneo com apenas vinte anos. Foram as minhas escolhas que venceram as objeções dos meus pais e dos meus tios quando decidi morar em uma das capitais mais temidas do Brasil – apesar de eu achar que nesse quesito os paulistas exageram um pouco.

Foram minhas e só minhas, cada uma das escolhas que me levaram aonde fui, a fazer o que já fiz, a perder, a ganhar, a descobrir, a desencontrar. E ter essa certeza me fez caminhar de cabeça erguida essa manhã. O tempo das coisas na minha vida nunca vai ser igual ao tempo das coisas do outro ou das expectativas daqueles que me cercam. E eu preciso honrar as minhas escolhas, só eu posso fazer isso! Reconhecer as consequências e vantagens de cada uma delas. Me orgulhar por assumir os riscos. E realizar as coisas que ainda não realizei no tempo que me é cabível.

Por: Francielle Santos

(Foto: Arquivo Pessoal / Londres – 2016)

2 comentários em “9º dia – as coisas são como são

  1. Nem todo mundo vive o mesmo ritmo.
    Se você não carteira, ou carta, de motorista, quando tiver uma emergência, outra pessoa vai dirigir. Sem falar que você não vai tomar decisões que te coloquem numa situação que te obrigue a dirigir, não é mesmo? Engraçado o pessoal falar: “aprenda isso, porque se surgir uma emergência…” Eu tenho 28 anos e não tenho carteira, mas já tentei. Eu acho que dirigir um carro não é para ser humano, de verdade.

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    1. eita… fiquei aturdida aqui! // não acho que seja uma questão de “dirigir um carro não é para ser humano” // mas de cada “coisa ter o seu tempo” e das outras pessoas respeitarem isso e as suas decisões que cabem nesse seu tempo!

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