47º dia – como areia entre os dedos

Por vezes, temo que as coisas escapem pelas minhas mãos. É como se eu ainda tentasse – como quando eu era uma menina de seis anos à beira do mar – segurar a água com as pequenas palmas das mãos. E os dias, são como as águas. Não importa o quanto você se esforce para segurá-los firme, eles escapam entre os dedos como areia fina.

Às vezes, sinto que estou caminhando em areia movediça. Noto os meus pés procurando por uma superfície em que ele não vacile, em que eu não caia. Mas isso, sim, é algum tipo de ilusão cega e tola! Não há lugares firmes para caminhar. Não há como apagar as incertezas da vida. A vida é o que é! Um abismo incerto e vive aquele que se lança nele, com medo mesmo, do jeito que dá.

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