indomável

O olhar dela sempre fora certeiro. Ela nunca estava disposta a deixar dúvidas sobre as suas intenções. Ela quando queria – simplesmente queria até a última gota. E era exatamente isso, que a tornava quem ela tinha que ser para sobreviver ao fardo das expectativas que tentavam trancafiá-la. Ela era insaciável, pela vida, pelo frio na espinha, pelo calor que fosse capaz de derreter as camadas todas de sua carne.

Já não era uma questão de capricho, de crises de ansiedades ou de carência. Era sobrevivência. Naquele quarto em que tantas vezes tentou fugir, ela, outra vez, reescrevia os seus sonhos, que como tubos respiradores, a mantinham ali, exalando, lançando-se, ébria!

As pessoas sempre a julgariam. E isso já não era mais uma utopia. Era um fato que ela tinha que enfrentar de cabeça erguida. Ou seria quem tinha que ser, ou seria quem ela queria ser – custasse o que custasse. Ainda que despendesse de pedaços grandes de si mesma. Beberia quantas garrafas de vinho fossem necessárias, ascenderia quantos cigarros pudesse, escaparia pelas vias madrugadas inteiras, mas não se deixaria domar.

Por: Francielle Santos

(Foto: Paper blog)

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