o meu coração partiu

Como uma taça que escapou das mãos de alguém que se distraiu. Eu vi meu coração cair no chão e em milhões de pedacinhos se transformar.

Você me soltou.

Fiquei imóvel. Respirar parecia ser a coisa mais absurda a se fazer no mundo. A única partícula que se moveu em mim, foi a lágrima que escorreu na mesma velocidade que eu te vi se afastar. Dizem que só sentimos a dor visceral quando a adrenalina passa. E eu senti dor do começo ao fim. Mas não cai de joelhos. Ao invés disso, os meus cacos cortavam os meus pés fracos que caminhavam em alguma direção de calmaria, eu me vi sangrar por você como se você fosse tudo o que eu sou.

Não reconheci o amor ali. Eu era e ainda sou incapaz de associar o amor a dor. Mas dói e como dói te amar e não te sentir mais por aqui. Dói o frio da cama vazia nas madrugadas. Dói toda vez que eu estou diante do altar realizando outro casamento e por um mísero segundo de desconcentração, eu penso em nós, nos sonhos que eu tive por nós, no instante em que eu me vejo de noiva e esta mesma certeza desaparece, como você e tudo o que fora nós desapareceu.

É irônico pensar, que quanto mais chamo atenção, mais me sinto pequena. Tem olhos me desejando. Tem bocas tentando me convencer de tantas coisas. Tem histórias prontas para me incluir. E nada disso faz com que eu me sinta amada, querida, desejada. O meu coração partiu, e desde então, eu tenho sido tão instante passageiro e não há nada que mude essa sentença.

Por: Francielle Santos

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