Eu ainda preciso sentir

Uma vez me disseram que eu tinha que sentir muito para me perceber viva. E uma parte de mim ainda acredita nisso. Por vezes eu preciso sentir o meu coração batendo tão forte a quase romper os tecidos que me vestem. Eu ainda preciso sentir o ar faltando por dentro. Eu ainda preciso sentir a pele se arrepiando a bastar de um toque teu.

Também é verdade, eu seria uma bela de uma cínica se não confessasse que já não espero – pelo menos não espero mais te encontrar, como já há tanto quis! Os dias têm passado tão depressa. Estamos envelhecendo. A vida entre nós nos guiando para uma realidade cada vez mais paralela. E sabe, é justamente esse o problema: duas linhas paralelas nunca se cruzam (Em pensar que eu estava disposta a deixar tudo para trás por nós!).

Mesmo assim eu sou incapaz de descrever a saudade imensa que tenho de conversar contigo. Só isso. Quem diria, não é? No fim, os buracos que ficam no peito são apenas das frivolidades! Me falta essa tua intolerância as minhas besteiras e organização. Me falta um pouco daquela tua bagunça e despreocupação. Meu bem, eu ando tão preocupada com tudo! Com a vida. Comigo.

Você quebrou o meu coração de tantas formas diferentes.
Mas sabe o que mais dói? É a ausência da sua risada. A ausência do seu eu convencido, metido e irritante quebrando as minhas objeções com uma miséria bisnaga quente com requeijão de uma padaria qualquer no meio do caminho entre nós. É como um buraco na camada de oxônio o tamanho da falta que eu sinto do teu abraço. O lugar que eu sempre me senti tão segura!

Mas você se foi, e como disse, você quebrou o meu coração vezes demais para juntar os pedacinhos e contar!
Eu continuo aqui. Como você pode imaginar, lutando por aquilo que eu acredito e que você sempre duvidou. E claro, me apaixonando; me deixando por aí… pelo menos, já não te procurando mais. E você obviamente duvidaria disso! Porém, saiba, é verdade. Já não te procuro em mais ninguém. Mesmo que eu ainda te sinta pulsando em mim.

A verdade, é que eu queria saber como você está. Suponho que está bem. Você sempre estava bem, mesmo quando eu tinha terríveis pesadelos com você e quebrava o meu orgulho só para ter certeza. Queria ouvir a sua voz. Queria ouvir a sua risada. Queria ouvir o seu silêncio. É… eu só queria… eu só queria que o nosso final tivesse sido diferente. Você é aquela história que eu não consegui escrever até o ponto final (claro, nem antes, nem mesmo agora, eu consigo imaginar um final que não nós . . .)

Por: Francielle Santos

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