a você, que ainda está por aí

Oi, amor
Uma vez, eu estava em um culto de jovens numa igreja pequena, e no meio de tantos ensinamentos de Deus que aquela jovem moça transmitia do púlpito, uma coisa ficou enraizada no meu coração por todos estes anos: que eu não precisava me preocupar em quem você seria, se você existia ou não, porque na lógica, você já tinha nascido, já estava crescido tanto quanto eu, provavelmente, tivesse até a mesma idade que eu ou até pudesse ser um pouco mais velho. Mas o fato era, se Deus tinha me criado, com certeza, já tinha te criado também, e na hora certa (ou melhor, na hora Dele), nós nos reconheceríamos e viveríamos a vida que nos fosse dada! Eu lembro de ouvir aquilo e pensar: nossa faz todo sentido e vai ficar tudo bem!

Contudo, durante os dias, semanas, meses e anos, eu tive pressa. Pressa para um monte de coisas e pressa sobre você. Pressa de viver. Pressa de não me sentir tão sozinha. Pressa de sentir. Pressa de ser sentida. Pressa para construir – contudo, nenhuma coluna fica pronta da noite para o dia. Pressa de voar, quando as minhas asas ainda eram tão pequeninas. Talvez, um dia você leia esse texto e o ache engraçado ou fique triste, mas seja como for, saiba que neste momento, escrevo mesmo para você, sem nenhuma letra manchada de sentimento ou intenção por qualquer outro alguém que tenha passado por aqui. Talvez, seja o texto mais estranho que já escrevi e talvez, sejam as palavras mais puras que hoje eu posso ecoar. Talvez, eu sequer esteja escrevendo para você e sim para Deus – o Dono da promessa, da certeza, o próprio amor.

Não vou te pedir perdão por tudo que passei a ser com a esperança de finalmente te encontrar. Dizer isso agora, parece ser uma tremenda estupidez, pois sem tudo isso, quem de fato eu seria? Mesmo assim, eu quero um dia te olhar nos olhos e dizer: que bom que você chegou! Que bom que você é mesmo melhor do que eu mesma esperei por mim. Um sonho maior do que os meus próprios sonhos. Quero nunca mais sentir medo de confessar o que arder dentro do meu coração. Quero nunca mais precisar fechar os olhos diante de outros olhos. Quero sentir o pisar leve durante a caminhada ao teu lado.

Eu fico me perguntando se você está perto. Se já nos vimos. Se já nos falamos. Se você está aqui deste lado ou do outro lado do oceano. E busco, nessa esperança um pouco de paz. Um pouco de sobriedade nos meus dias. Um pouco de sossego para as minhas urgências. Pois no fundo, eu acredito naquela palavra, eu acredito em Deus o bastante para não deixar de acreditar no amor – e isso há de me bastar por hora!

Quero dizer que os dias não estão fáceis. Que nunca antes um anel no meu anelar, que se parece tanto com um anel de compromisso, me inquietou tanto. Que nunca antes assessorar um casamento me deu tanta vontade de chorar ao ponto que suplico por dentro: “Deus, ainda posso ter esperança, não é?” E então, fico em transe, imagino a gente, imagino como será você, imagino como estarei eu… Queria ter você hoje para te contar tudo ou talvez, só para ficar em silêncio no embalo da sua presença real e verdadeira.

Aqui, agora, tenho medo. Tenho medo do despenhadeiro da sofreguidão do agora. Tenho medo da eternidade dos dias que se passam ainda desencontrados de nós. Ainda assim, quero confessar que esperarei! Esperarei por você. Esperarei pelo amor que Deus prometeu que eu teria. Seja onde você estiver – quero que um dia saiba, que eu escolho te amar desde agora!

Por: Franciele Santos

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