#67

duas e quarenta e oito da manhãsubo as escadasa neblina veste o silêncio da cidadehá paz nas casasconvenço-meacendo um cigarro desce uma lágrimaacendo o segundoseco a mesma lágrima paralisadana face que nada mais diznada mais sentenada mais é

#66

foi numa tarde sem sol sem chuvasem pressasem nuvem e a tão estimada e grandiosa metrópole de São Paulosequer se parecia com ela mesma. ela também não parecia ser elaa olhar por aquele quadrado de janela antigano quarto que também parecia relíquia para um começo de vida que sequer fazia sentido. e mais uma vezpela [...]