#78

Dedilho as tuas nuancesIncontáveis vezes tenho sido prolixa ao dizerCoisas que são tuas, somente tuas. Exteriorizo as tuas faces Desfaço os tecidos que te vestem Fria, calculista e egoístaPois de você eu preciso de tudoTudo para viver.E toco-teE caminho a passos curtos e convictosPor tudo o que você é.Não procuro justificar os meus feitosNem as [...]

sonho

sonho

Eu acho que nemSe eu já tivesse ganhoEu viveria semToda essa vontade de voar que temNessa caminhada que eu fiz virar estradaE que me faz sentir tão bem Um dia eu seiQue a gente ainda vai rir de tudo issoEu seiQue eu vou querer voltar pra fazer tudo igual Talvez não seja fácilTirar do coração [...]

#74

we're not promised tomorrow tenho-te hojecomo se o hoje fosse o nosso eterno amanhã!não prometemos vidafilhos, contas conjuntas, cachorro ou gatosnão prometemos nada!e por isso e talvez, só por isso,nos amamos todas as noitestodas as manhãsem cada fuga das nossas vidas despretensiosascomo se o hoje nunca fosse acabar.e ele nunca acaba!

todas as coisas que eu te escreveria se eu pudesse

todas as coisas que eu te escreveria se eu pudesse

Autora: Igor PiresAno: 2021Gênero: Poesia Brasileira a todos aqueles que escrevem com a alma para caio fernando abreu "o mundo não se importa com quem escreve. o mundo se importa com a criação de um novo banco, de um novo partido político, com a bolsa de valores, mas com escritores? não. me respondamcomo pagaremos as [...]

#69

você pode ter tudomas não todos os diasvocê pode ter tudomas não todos os diasvocê pode ter tudomas não todos os diasvocê pode ter tudomas não todos os diasvocê pode ter tudomas não todos os diaseu posso ter tudomas não todos os dias. [Frase original - You can have it all (just not every day) [...]

#68

na tela, notificaçõesoperadora do celularbancogrupos do WhatsAppprevisão para o dia vai ter Solsilêncio nenhuma ligação perdidae-mailstrabalhotrabalhopromoçãotrabalhosilêncio faço um chá ignoro os pensamentos de urgênciasrespondo um ou outro prioridades ignoro os ecos da ausênciame concentro no barulho de forasilêncio. Por: Francielle Santos

#67

duas e quarenta e oito da manhãsubo as escadasa neblina veste o silêncio da cidadehá paz nas casasconvenço-meacendo um cigarro desce uma lágrimaacendo o segundoseco a mesma lágrima paralisadana face que nada mais diznada mais sentenada mais é

#66

foi numa tarde sem sol sem chuvasem pressasem nuvem e a tão estimada e grandiosa metrópole de São Paulosequer se parecia com ela mesma. ela também não parecia ser elaa olhar por aquele quadrado de janela antigano quarto que também parecia relíquia para um começo de vida que sequer fazia sentido. e mais uma vezpela [...]